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Golpe no Pix: QR Code falso desvia dinheiro em lojas online

Kaspersky identificou 90 e-commerces infectados por malware que altera QR Code e código “copia e cola” durante o pagamento

09 de setembro de 20264 min de leituraRever Tecnologia

Um novo golpe no Pix está atingindo lojas virtuais brasileiras e pode desviar o dinheiro pago pelos consumidores sem que eles percebam. Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, ao menos 90 e-commerces de pequeno e médio porte já foram infectados por um programa malicioso que troca o QR Code verdadeiro por um código fraudulento.

O malware altera a página de pagamento da loja e direciona o valor para contas controladas pelos criminosos. Além disso, o golpe também modifica os dados da opção “copia e cola” do Pix.

O pesquisador independente de segurança conhecido como “eremit4” descobriu a ameaça recentemente. De acordo com a Kaspersky, os ataques ocorrem desde junho de 2025 e atingem lojas de setores como ótica, autopeças, moda e plataformas de financiamento coletivo.

Há ainda um ponto em comum entre as vítimas: elas utilizam a plataforma de comércio eletrônico de código aberto Magento.

Como funciona o golpe do QR Code falso?

Os criminosos utilizam seis domínios de comando e controle para inserir o código malicioso nas páginas de checkout.

Assim que o cliente escolhe pagar por Pix, o programa troca o QR Code gerado pela loja. Na mesma hora, ele também altera a sequência usada para o pagamento por “copia e cola”.

Para o lojista, a fraude pode passar despercebida. A venda aparece como abandonada ou pendente porque o sistema oficial da loja não registra o pagamento.

Enquanto isso, o cliente acredita que concluiu a compra. Em muitos casos, ele só descobre o golpe dias depois, ao procurar a empresa por causa do atraso na entrega.

Esse intervalo ajuda os criminosos a distribuir o dinheiro roubado entre várias contas de terceiros. Dessa forma, a recuperação dos valores se torna mais difícil.

Golpe também ameaça quem compra pelo celular

Segundo Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky, a técnica pode ganhar escala porque já circula em fóruns ligados ao cibercrime.

“Com a técnica agora pública nos fóruns do cibercrime, outros grupos criminosos devem adotá-la rapidamente”, afirmou.

Além disso, o especialista alerta que usuários de celular também ficam expostos ao golpe. Isso ocorre porque muitos sites oferecem a opção de copiar e colar o código Pix diretamente no aplicativo do banco.

A situação pode ficar ainda mais complexa com o avanço de recursos como Pix Automático e Pix Parcelado. Segundo Assolini, essas modalidades também utilizam QR Code e, sem proteção adequada, podem ampliar o risco de cobranças indevidas.

Como evitar o golpe do Pix?

A Kaspersky recomenda que os lojistas mantenham plataformas, sistemas de gerenciamento de conteúdo e frameworks sempre atualizados. Além disso, empresas devem aplicar correções de segurança e abandonar versões que já não recebem suporte.

Outro cuidado importante envolve o acesso aos painéis administrativos. As empresas devem adotar autenticação em dois fatores e trocar senhas periodicamente.

Ao mesmo tempo, monitorar apenas o servidor não é suficiente. Como o código malicioso pode alterar informações diretamente no navegador do cliente, a empresa também precisa verificar a integridade dos arquivos do checkout e fazer auditorias frequentes.

A companhia também recomenda automatizar a validação dos pagamentos. Assim, o sistema pode comparar os comprovantes com o status das vendas e emitir alertas quando um pedido permanecer pendente por tempo demais.

Como o consumidor pode se proteger?

Antes de confirmar um Pix, o consumidor deve conferir cuidadosamente o nome e o CNPJ do destinatário exibidos no aplicativo do banco.

Se os dados forem diferentes dos apresentados pela loja ou indicarem uma pessoa física desconhecida, não conclua a transferência.

Além disso, desconfie de qualquer cobrança por Pix que apresente informações diferentes das esperadas. Em caso de dúvida, interrompa o pagamento e procure a loja por um canal oficial.

Outro cuidado é manter um software de segurança atualizado no celular e no computador. Essas soluções podem bloquear acessos a páginas comprometidas e emitir alertas durante a navegação.

Por fim, vale conferir os dados do beneficiário antes de cada pagamento. Alguns segundos de verificação podem evitar uma perda financeira maior.

Fonte: BPMoney

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